
O Rio Grande do Norte apresentou o menor crescimento no estoque de empregos formais entre os estados do Nordeste em fevereiro de 2026, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensal, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O estado registrou alta de 2,91% em relação ao mesmo período do ano anterior, percentual inferior à média nacional, que foi de 3,62%. Ao todo, o RN contabilizou 764.141 vínculos formais de trabalho, contra 742.513 registrados em fevereiro de 2025.
Especialistas apontam que, apesar do avanço, o ritmo mais lento está ligado à estrutura econômica do estado, que possui menor diversificação produtiva e depende de setores que cresceram de forma mais moderada ao longo do período. Além disso, a ausência de grandes investimentos e a concentração da atividade econômica em poucos segmentos ajudam a explicar o desempenho abaixo dos demais estados nordestinos. Em fevereiro, o RN ainda registrou saldo negativo de 2.221 vagas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com perdas principalmente na agropecuária, indústria e construção civil.
Mesmo diante do cenário, economistas avaliam que o mercado de trabalho potiguar segue demonstrando resiliência. A expectativa é que novos investimentos, a expansão de polos econômicos no interior e o fortalecimento de setores estratégicos contribuam para acelerar a geração de empregos nos próximos meses, reduzindo a concentração das oportunidades na capital e impulsionando o desenvolvimento regional.