
O fim da escala 6×1 deve impactar cerca de 141,4 mil vínculos formais de trabalho no Rio Grande do Norte. O número representa 29,89% dos 473,7 mil vínculos registrados no estado, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes a dezembro de 2025. Com esse percentual, o RN ocupa a quarta posição entre os estados do Nordeste com maior proporção de trabalhadores submetidos a esse regime.
A mudança prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo modelo 5×2, com cinco dias trabalhados e dois de folga, além da redução gradual da jornada semanal máxima, sem diminuição salarial. A transição estabelece inicialmente o limite de 42 horas semanais e, posteriormente, a redução para 40 horas. De acordo com as regras divulgadas, a implementação começa após o período de transição previsto na Emenda Constitucional nº 141, promulgada em 16 de outubro de 2026.
No Rio Grande do Norte, setores como comércio, turismo, hotelaria, bares e restaurantes devem precisar reorganizar as escalas de trabalho para se adaptar às novas regras, mantendo o atendimento ao público. Os dados, no entanto, consideram apenas os vínculos formais, sem incluir trabalhadores informais e pessoas sem registro. A expectativa é que o aumento do tempo de descanso contribua para a qualidade de vida, a convivência familiar e a saúde dos profissionais.