
As prefeituras do Rio Grande do Norte enfrentam um cenário de preocupação diante da dívida superior a R$ 100 milhões que o Governo do Estado mantém com os municípios. O montante é referente a repasses obrigatórios e outras obrigações financeiras que, segundo gestores municipais, vêm sendo acumuladas e comprometem a execução de serviços essenciais.
A situação tem sido debatida por representantes das administrações municipais, que alertam para os impactos da falta desses recursos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Muitos prefeitos afirmam que os atrasos dificultam o planejamento financeiro e obrigam os municípios a recorrerem a recursos próprios para manter serviços básicos em funcionamento.
Entidades municipalistas defendem que o Estado apresente um cronograma para regularizar os pagamentos e garantir maior previsibilidade aos cofres municipais. A expectativa é de que o diálogo entre o Governo do Estado e os gestores resulte em um acordo para quitar os débitos e minimizar os prejuízos às cidades.
Enquanto isso, as prefeituras seguem cobrando uma solução definitiva para a dívida, destacando que a regularização dos repasses é fundamental para assegurar investimentos e a continuidade de políticas públicas voltadas à população potiguar.