
O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição entre os estados do Nordeste com maior percentual da população endividada, segundo dados recentes de pesquisas sobre consumo e crédito. O levantamento aponta que mais da metade das famílias potiguares possui algum tipo de dívida, principalmente com cartão de crédito, empréstimos pessoais e financiamentos. O cenário reflete a combinação entre renda limitada, inflação persistente e maior facilidade de acesso ao crédito, o que tem pressionado o orçamento doméstico e elevado os índices de inadimplência.
Especialistas alertam que o endividamento excessivo compromete não apenas o consumo das famílias, mas também o crescimento da economia local, já que reduz a capacidade de compra e aumenta o risco de atrasos e negativação do nome. Entre os principais fatores estão o uso recorrente do crédito rotativo, a falta de planejamento financeiro e despesas fixas que ultrapassam a renda mensal. Em muitos casos, a renegociação de dívidas acaba sendo a única alternativa para evitar o colapso do orçamento.
Para evitar o endividamento, a recomendação é adotar medidas simples, como anotar todos os gastos mensais, estabelecer um limite claro para o uso do cartão de crédito e priorizar a quitação de dívidas com juros mais altos. Outra orientação importante é criar uma reserva de emergência, evitar compras por impulso e buscar educação financeira básica, disponível em cursos gratuitos e materiais online. Com planejamento e controle, é possível reduzir riscos e recuperar o equilíbrio das finanças pessoais.