
A paralisação das atividades da Agência Nacional de Mineração (ANM), iniciada por servidores que cobram reajuste salarial e melhorias estruturais, pode gerar um impacto direto nas receitas do Rio Grande do Norte. Estimativas indicam que o estado pode deixar de arrecadar até R$ 1 milhão, caso a suspensão dos serviços se prolongue nas próximas semanas.
O valor corresponde à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo recolhido sobre a produção mineral. Com a paralisação, processos de fiscalização, emissão de licenças e registros de lavras estão suspensos, afetando a atividade de empresas de extração de petróleo, calcário, scheelita e outros minerais explorados no território potiguar.
O Rio Grande do Norte é um dos principais produtores de minérios do Nordeste, e a CFEM representa uma importante fonte de receita para os cofres estaduais e municipais. Prefeituras de cidades mineradoras, como Currais Novos e Parelhas, já demonstram preocupação com a queda na arrecadação. Caso o impasse entre servidores e governo federal não seja resolvido rapidamente, os prejuízos podem se estender também à geração de empregos e à economia local.