
O Governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência em 147 municípios do estado devido à seca que se intensificou em 2025. A medida, válida por 180 dias, foi publicada após análises da Emparn e do Igarn, que apontaram queda expressiva das chuvas e redução significativa nos níveis dos reservatórios. Atualmente, os mananciais monitorados estão com apenas 44% da capacidade.
Segundo a Caern, dez municípios já enfrentam colapso ou pré-colapso no abastecimento de água, atingindo mais de 100 mil pessoas. Açudes importantes como Itans, em Caicó, e Passagem das Traíras, em São José do Seridó, estão praticamente secos. A estiagem também afeta a agricultura familiar, com perdas de até 90% nas lavouras de algodão agroecológico e prejuízos nas plantações de milho e feijão.
A região do Seridó e o Alto Oeste concentram as situações mais críticas, com rodízio no abastecimento e uso intensivo de caminhões-pipa. Além da falta d’água para consumo humano, o rebanho e a produção agrícola enfrentam grandes dificuldades, aumentando os riscos socioeconômicos e ambientais.
Para amenizar os impactos, o governo anunciou ações emergenciais, como a perfuração de poços, construção de cisternas, recuperação de dessalinizadores e fornecimento de ração para animais. Também estão previstas obras estruturantes, como novas adutoras e a conclusão da barragem de Oiticica, visando garantir mais segurança hídrica a médio e longo prazo.