
A situação hídrica do Rio Grande do Norte é alarmante, com 69% dos reservatórios do estado operando abaixo de 50% de sua capacidade total. Este cenário, divulgado em um levantamento recente, acende o alerta para a possibilidade de racionamento de água e agrava a crise hídrica enfrentada por diversas regiões potiguares.
A escassez de chuvas nos últimos meses, somada ao alto índice de evaporação e ao consumo elevado, tem levado os açudes e barragens a níveis críticos. A Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) monitora constantemente a situação, mas a perspectiva de normalização depende de um volume expressivo de precipitações.
Os municípios mais afetados pela baixa nos reservatórios já começam a sentir os impactos no abastecimento, com possíveis interrupções no fornecimento de água e redução da pressão nas redes de distribuição. A agricultura e a pecuária, setores que dependem diretamente da disponibilidade hídrica, também sofrem com a escassez.
Diante deste quadro, a população é orientada a redobrar os cuidados com o uso da água, evitando desperdícios e adotando práticas de consumo consciente. A economia de água em residências, comércios e indústrias é fundamental para garantir que os reservatórios remanescentes possam suprir a demanda pelo maior tempo possível.
A busca por soluções a longo prazo, como a construção de novas adutoras, a dessalinização da água do mar e a gestão integrada dos recursos hídricos, torna-se cada vez mais urgente para mitigar os efeitos da seca e garantir a segurança hídrica do Rio Grande do Norte.