
A expansão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no estado está gerando atritos entre a Secretaria de Saúde e os municípios. A principal discordância reside na forma como os custos da ampliação do serviço serão divididos entre o estado e as prefeituras.
Enquanto a Secretaria de Saúde defende um modelo de rateio que considera a participação municipal no custeio, muitos prefeitos contestam a proposta. Argumentam que a responsabilidade pela oferta de serviços de saúde é primariamente estadual e federal, e que a carga financeira imposta aos municípios pode comprometer outros serviços essenciais.
A expansão visa aumentar a cobertura e a agilidade do SAMU em regiões que ainda não são plenamente atendidas, o que é visto como um avanço necessário. No entanto, a falta de consenso sobre o financiamento tem travado o andamento do projeto em diversas localidades.
Os municípios reivindicam maior clareza e flexibilidade nas negociações, buscando um modelo de repasse que seja sustentável para suas finanças. A expectativa é que um acordo seja alcançado para que a ampliação do SAMU possa ocorrer sem comprometer a qualidade da assistência à população.