
O preço do tungstênio quadruplicou e impulsionou as exportações do minério produzido no Rio Grande do Norte. No primeiro semestre de 2026, o estado exportou US$ 6,8 milhões em tungstênio, alta de 356% em relação aos US$ 1,5 milhão registrados no mesmo período de 2025. O valor médio do quilo passou de US$ 19,22 para US$ 76,98.
A valorização está relacionada principalmente ao cenário internacional, com restrições nas exportações da China, maior produtora mundial do minério, e aumento da demanda por tungstênio em setores estratégicos, como indústria de defesa, veículos elétricos, baterias e microchips. No RN, a produção está concentrada principalmente na região do Seridó, com destaque para Currais Novos, tradicional polo de extração de xelita.
O aumento do preço também pode favorecer a atividade mineral potiguar, estimulando a retomada de áreas de exploração e contribuindo para a geração de empregos e movimentação econômica nos municípios produtores. Apesar do cenário positivo, especialistas apontam que as reservas conhecidas de xelita no estado ainda são limitadas, o que pode dificultar uma expansão mais acelerada da produção.