
O déficit atuarial da Previdência dos servidores públicos do Rio Grande do Norte já supera R$ 55,9 bilhões, ampliando a pressão sobre as finanças estaduais e reforçando a necessidade de medidas para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário. O montante representa a diferença entre os recursos projetados para custear aposentadorias e pensões e as obrigações futuras assumidas pelo Estado.
O cenário evidencia um dos principais desafios fiscais enfrentados pelo governo potiguar. Com um número crescente de aposentados e pensionistas em relação ao de servidores ativos, o desequilíbrio do regime próprio de Previdência exige aportes constantes do Tesouro Estadual, reduzindo a capacidade de investimento em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
Especialistas apontam que o déficit é resultado de fatores como o envelhecimento da população, regras previdenciárias do passado e o histórico de insuficiência de contribuições para cobrir os benefícios. Diante desse quadro, o governo do RN segue adotando medidas de ajuste fiscal e de gestão previdenciária para conter o avanço do déficit, ao mesmo tempo em que busca equilibrar as contas públicas e assegurar o pagamento dos benefícios aos servidores atuais e futuros.