
O governo federal estuda elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 27% para até 32%, medida que pode entrar em vigor nos próximos meses. A proposta faz parte da política de incentivo aos biocombustíveis e busca fortalecer a produção nacional, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira.
Segundo o governo, a ampliação da mistura poderá contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa e ajudar a conter oscilações nos preços dos combustíveis, já que o etanol é produzido em larga escala no país. Além disso, a medida deve beneficiar o setor sucroenergético, responsável por milhares de empregos e por uma parcela significativa da economia em diversas regiões do Brasil.
Especialistas apontam que a mudança ainda passará por avaliações técnicas para garantir que não haja impactos negativos no desempenho dos veículos. Caso seja aprovada, a nova composição da gasolina poderá representar mais um passo na estratégia nacional de transição energética, reforçando o papel do Brasil como um dos principais produtores mundiais de biocombustíveis.