
A produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte atingiu o menor nível dos últimos 40 anos, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume atual representa uma queda expressiva em comparação com décadas anteriores, quando o estado figurava entre os principais produtores onshore do país. O recuo reforça um cenário de declínio gradual que vem sendo observado nos últimos anos.
De acordo com especialistas do setor, a redução está ligada principalmente ao esgotamento natural de campos maduros, especialmente na região da Bacia Potiguar, além da diminuição de investimentos após a saída da Petrobras das operações terrestres no estado. Os campos em fase avançada exigem tecnologias mais complexas e maior aporte financeiro para manter a produtividade, o que nem sempre tem ocorrido no ritmo necessário.
A queda na produção impacta diretamente a economia potiguar, afetando a arrecadação de royalties e a geração de empregos, sobretudo em municípios historicamente dependentes da atividade petrolífera. Com menor volume extraído, o estado enfrenta desafios para manter a força do setor energético, enquanto busca atrair novos investimentos e alternativas que possam reaquecer a produção nos próximos anos.