
O setor produtivo potiguar voltou a manifestar preocupação com os impactos de ações judiciais e embargos envolvendo novos empreendimentos na Via Costeira, importante corredor turístico de Natal. De acordo com representantes do trade, decisões recentes ligadas a licenças ambientais e questionamentos sobre uso do solo criam um ambiente de incerteza para futuros investimentos, principalmente em hotelaria e serviços.
Para empresários, a insegurança jurídica afeta diretamente a atratividade da região, considerada estratégica para o turismo de alto padrão e responsável por parte significativa das receitas do setor. Eles defendem que os processos sejam conduzidos com transparência e agilidade, evitando paralisia prolongada de projetos e garantindo o cumprimento da legislação sem comprometer a expansão econômica.
Além do impacto econômico imediato, entidades alertam que a imagem do destino turístico também pode ser prejudicada, já que investidores tendem a priorizar mercados com maior previsibilidade. O setor defende a construção de soluções negociadas entre governo, órgãos de fiscalização e iniciativa privada, buscando preservar o patrimônio ambiental sem travar o desenvolvimento da Via Costeira – um dos principais cartões-postais do Rio Grande do Norte.