
Na manhã desta segunda-feira, um grupo de motoentregadores de aplicativos se reuniu em Natal para protestar em busca de melhores condições de trabalho. A manifestação, que atraiu a atenção da população e da mídia local, destaca a luta desses profissionais que desempenham um papel crucial na entrega de alimentos e produtos, especialmente em tempos de pandemia.
Entre as principais demandas então:
- Reajuste da taxa mínima: de R$ 6,50 para R$ 10 por entrega.
- Aumento da remuneração por milhas rodadas: de R$ 1,50 para R$ 2,50.
- Limitação das rotas para bicicletas: máximo de 3 km por pedido.
- Pagamento integral por entrega: cada entrega deve ser paga integralmente, sem cortes considerados arbitrários quando há múltiplos pedidos no mesmo trajeto.
Os motoentregadores, que muitas vezes enfrentam jornadas exaustivas e inseguras, reivindicam aumento nos pagamentos por entrega, condições mais seguras nas ruas e benefícios trabalhistas que garantam uma maior proteção social. De acordo com os manifestantes, a remuneração atual não é suficiente para cobrir os custos com combustível, manutenção das motos e despesas do dia a dia.
“Trabalhamos duro todos os dias, mas muitas vezes o que ganhamos não é justo pelo esforço que fazemos”, afirmou um dos motoentregadores presentes no protesto. “Queremos ser ouvidos e tratados com dignidade.”
Além das questões financeiras, os entregadores também levantaram preocupações sobre a segurança no trânsito e a falta de apoio das plataformas que utilizam. Eles pedem medidas que garantam melhor proteção durante as entregas, como treinamentos adequados e suporte em caso de acidentes.
A mobilização ganhou força nas redes sociais, onde muitos usuários demonstraram solidariedade aos motoentregadores. A hashtag #JustiçaParaOsEntregadores se tornou um dos tópicos mais comentados na cidade.
O protesto não só reflete as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da gig economy, mas também abre espaço para um debate mais amplo sobre direitos trabalhistas e a necessidade de regulamentação do setor. Os motoentregadores esperam que suas vozes sejam ouvidas e que mudanças concretas sejam implementadas para garantir um trabalho mais justo e seguro.
Enquanto isso, a população é convidada a apoiar esses profissionais que, apesar das adversidades, continuam a desempenhar um papel essencial na sociedade moderna. O futuro do trabalho na era digital depende do reconhecimento e valorização desses trabalhadores!
FONTE: Tribuna do Norte.