
Recentemente, um estudo alarmante revelou que o Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição entre os estados brasileiros com a maior taxa de mortes decorrentes de condições inadequadas de saneamento. Esse dado traz à tona uma questão crítica que afeta a saúde pública e o bem-estar da população potiguar.
O levantamento aponta que a falta de acesso a serviços básicos de saneamento, como água potável, coleta de esgoto e destinação adequada de resíduos sólidos, tem contribuído para o aumento de doenças e mortes evitáveis. Entre as principais enfermidades relacionadas ao saneamento inadequado estão as doenças diarreicas, leptospirose e outras infecções que podem ser fatais, especialmente em populações vulneráveis.
Diversos fatores contribuem para essa situação no RN. A infraestrutura deficiente em áreas urbanas e rurais, somada à falta de investimentos em saneamento básico, agrava o problema. Muitas comunidades ainda não têm acesso à água tratada ou sistemas adequados de esgoto, o que resulta em sérios riscos à saúde.
As consequências do saneamento inadequado vão além das taxas de mortalidade. A saúde da população é diretamente afetada, com um aumento nos gastos com tratamentos médicos e uma queda na qualidade de vida. Crianças e idosos são os mais vulneráveis, enfrentando maiores riscos em relação a doenças relacionadas à água contaminada.
Diante desse cenário preocupante, especialistas apontam para a necessidade urgente de políticas públicas eficazes que priorizem investimentos em infraestrutura de saneamento básico. A ampliação do acesso à água potável e a implementação de sistemas eficientes de esgoto são fundamentais para reverter esse quadro.
Além disso, campanhas educativas sobre higiene e prevenção também são essenciais para conscientizar a população sobre a importância do saneamento adequado e práticas saudáveis.
FONTE: Tribuna do norte